Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Consciência

A primeira coisa que o seu coração deve compreender é que você está adormecido. Você sonha, umas vezes de olhos abertos e outras vezes de olhos fechados, mas sonha sempre – você é um sonho. Ainda não é uma realidades. (...) O silêncio é o espaço em que se desperta, e a mente barulhenta é o espaço em que se permanece adormecido. Se a sua mente continuar a fazer barulho, você está adormecido. Sente-se em silêncio, se a mente desaparecer e você conseguir ouvir os pássaros chilreadores, e nenhuma mente no interior, um silêncio... esse assobio do pássaro, o chilreio, e nenhuma mente a funcionar na sua cabeça, silêncio absoluto... então a consciência brotará em si. Ela não vem de fora, ela surge em si, cresce em si. Caso contrário, lembre-se: você está adormecido.” OSHO in “Consciência”

Osho, nasceu em Madhya Paresh, na Índia, em 1931. Foi um aluno sobredotado e de 1958 a 1966 foi professor catedrático de Filosofia da Universidade de Jabalpur. A partir de então passou a dedicar-se totalmente ao estudo da espiritualidade. Ensinou e realizou palestras em todo o mundo, Faleceu em 1990. Osho acreditava no poder da palavra viva e do diálogo e é isso mesmo que os seus livros transmitem.

publicado por etoulixada às 13:51
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A fé é que nos salva

Saí por aí, caminhei sem destino, absorta no meus pensamentos e quando dei por mim estava à porta da Igreja, parece que algo me chamava ali, como um autómato, entrei sentei-me no ultimo banco, tapei a cara com as mãos e estive ali não sei quanto tempo, não conseguia rezar, parece que tinha esquecido todas as orações, dei comigo a chorar, talvez uma forma de comunicar com ao divino, mostrando todo o meu desespero, naquele momento senti alívio, mas acho que algo ainda ficou por dizer ou então estou aguardando que Ele me mostre o caminho que devo seguir. Quero acreditar que Ele existe e que não me abandonou e acreditar naquela máxima: “Ele tarda mas não falha”.
“O homem está calado dentro do silêncio da igreja. Faltam alguns minutos para a missa das nove, a primeira do dia, e quase ninguém ocupa ainda os bancos corridos do templo. Duas ou três mulheres vestidas de luto e pouco mais. O homem, a um canto, está como que perplexo. Olha sem ver o altar e  assim se mantém depois de o padre entrar na igreja, dizer em voz alta clara «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» e mesmo depois de todos responderem «amén». O homem continua fechado sobre si, retido ainda nos últimos pensamentos, nas palavras escritas a negro, corpo oito, em times new roman. Foi num texto alinhado à esquerda, impresso a uma cor, que ele leu a carta que colocou um ponto final no seu emprego. Foi despedido em três linhas cordeais, numa missiva assinada pelo administrador, que até escreveu, pelo seu punho, «muitas felicidades». Caramba, despedido aos 52 anos. Toda a vida fora revisor de textos, e agora estava na margem do mundo do trabalho. Obviamente, ainda não disse nada em casa. A mulher está longe de adivinhar e ele não sabe como dizê-lo. Velho de mais para conseguir trabalho, novo de mais para a reforma, a vida atraiçoou-o aos 52. A carta no bolso, amarrotada desde sexta-feira. Hoje, primeiro dia depois do despedimento, levantou-se à hora do costume e apanhou o autocarro de sempre. Percorreu as mesmas ruas e foi visitar Deus à igreja. Agora está ali, sem palavras, sem saber o que fazer a seguir. Como é que se inventa (ou enfrenta) a vida depois dos 52?” Paulo Aido in “Destak” em 30 de Janeiro de 2006.
publicado por etoulixada às 11:33
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Sentada

"Sentada, atenta ao monitor
reparei nela.
Como estava bela.
Um pouco triste,
talvez, pensando para ela que o amor
não lhe assiste.
Meti-me com ela
pxit, pxit,
Sim sou eu,
olha aqui, junto a janela
não é essa, aki no computador
sou eu, sim esse mesmo
ops, pxit,
sim esse pequeno chit.
que representa apenas um amigo.
eu- XXX "

mfsp – 19-06-2001

publicado por etoulixada às 09:49
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

O teu olhar

 

O  teu olhar.
Sempre que olho o mar
 lembro-me do teu olhar.
Não a cor, mas a profundidade
da tua necessidade
de conjugar o verbo amar.
Sinto nele a força das ondas
dos teus desejos,
manifestados pelos nossos beijos,

Esta noite contigo sonhei,
 senti os teus desejos,
envolvendo o meu corpo,
e os teus gostosos beijos,
percorrendo-me pouco a pouco.
Então, estendi as minhas mãos
para com elas te envolver,


É nos momentos de silêncio que se sente
que há uma pessoa
que gosta de nós.
Mesmo longe, não se tocando com a vista
vê-se,
acaricia-se
sente-se a pessoa.
Sabemos que é um sonho
É nos momentos de silêncio que se sente
que há uma pessoa
que gosta de nós.
Mesmo longe, não se tocando com a vista
vê-se,
mfsp – 10jun2001


 


Para ti.
Uma flor
Sinto que és uma pequena flor,
que foste mal cuidada compreendida,
não estimada.
Não te cuidaram com amor sentes a dor,
de uma vida mal partilhada.
Mas levanta essas pétalas flor não te sintas murcha,
com ardor,
tens muito amor para dar
a alguém que hás - de encontrar.


Com um obrigado por seres minha amiga.


Mircando se vai andando
na roda da vida caminhando.
tc, tc, tc
dd tc?
-ops, tb eu.
Não, não sou eu!
-Mas, também sou gente
tou aqui, tanbém carente.
Pessoas conhecem-se ,
fazem-se amizades,
relações  estabelecem-se,
tem-se saudades.
Nada fica como dantes,
após um simples instante
tc, tc, dd tc,
mais que uma simples ligação
aparece o diálogo, surge a paixão
por alguém distante,
virtual,
mas existe é real.
Com é simples responder a um ddtc, 
com o carregar nas teclas
mas após nada fica igual,
ao responder sou eu - o tal.


 


Estar contigo é um mundo a percorrer
saltar mais alto e a cada passo,
 um imaginário a descobrir de fortes sensações desejos emoções,
paixões carnais, mas, não banais,
que me faz sentir para além de universo,
preso , mas disperso das coisas reais triviais
 que são as nossas vidas.
Estar contigo, é sonho dor tormento,
desejo de acontecer a todo o momento
 mas é realidade ainda não alcançada
desejada, amada, sonhada.
 Estar contigo,
 é um lindo sonho.

Passo a passo
 vais ocupando em mim
um espaço. que não me é indiferente
pois sou sensível até carente.
De repente dou por mim a pensar em ti
nas nossas brincadeiras triviais, companheiras
com encaixe de ideias maneiras,
revelam a tua beleza interior,
sem estranheza fico a pensar,
a desejar como seria bom te amar.

Olha o que apenas sou?
O que sou?
Quem sou?
Porque aqui estou?
Não consigo encontrar A resposta,
para aqui estar,
procuro insistentemente,
nas recônditas cavernas da mente
O que sou?
Porque aqui estou?
Busco respostas ao que faço
E, passo a passo
tento Compreender-me a todo o momento,
Procuro no vazio explicação, Para o que não consigo pela razão.
O que sou?
Porque aqui estou?
Acredito no sobrenatural, Irreal,
Sou uma pessoa natural,
Normal, Em busca de respostas
Para saber, porque hei - de viver
Que fins alcançar,
Que caminhos percorrer,
Mas no final volto-me sempre a questionar
O que sou?
Porque aqui estou?



mfsp – Junho 2001

publicado por etoulixada às 22:24
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Amas-me

 

Tal como nos dias anteriores, entrei no “Nova Lisboa” para me deliciar com um galão matinal acompanhado de meia torrada, e lá estava as mesmas pessoas nas mesmas mesas, tudo no lugar certo. E lá estava aquele rapaz que aparenta uns 30 anos, sentado na sua mesa habitual olhando a rua através do vidro como quem aguarda por alguém, por vezes consulta o seu telemóvel, esperando encontrar resposta, para uma suposta demora., e lá continua sem pedir nada ao empregado. Contrariamente aos outros dias, mantive-me mais tempo no café, e obtive a resposta no que concerne à atitude daquele frequentador assíduo do “Nova Lisboa”, entrou uma moça também dos seus 30 anos com um ar apressado e o cabelo em desalinho, devido à arragem que se fazia sentir na rua e o sorriso iluminou o cara do rapaz e naquele olhar brotou o amor. “Viva ao Amor.”

 “O comboio estava cheio. Sentados, frente a frente, um rapaz e uma rapariga. Como falar deles? A moça terá aí uns 18, 19 anos. Cabelo escuro, fino, escorrido, agarrado num rabo-de-cavalo. Os olhos, escuros, também sorriam. Era a prova essencial de que estava feliz. Vestia-se como uma índia perdida num pronto-a-vestir. Roupas largas, de malha colorida, saia comprida, de ganga, sem marca. Ele era alto, tinha uma barba rala, olhos claros, verdes? E um sinal acima do lábio. Eram namorados, percebi-se logo. Estavam sentados frente a frente, mas quase não ousavam dizer nada um ao outro. Quando se enfrentavam no olhar, sorriam e todos os que ali estavam sorriam com eles. Foi depois de uma dessas trocas de olhar que reparei como falavam um com o outro. Ali, quase a tocarem-se, apenas a centímetros de distância, mandavam mensagens através de telemóvel. Quando um deles respondia, então os dois trocavam olhares, como a confirmarem ao vivo as palavras que o telefone anunciava, irritantemente, com um bip-bip. Deve ser assim o amor na terceira geração” Paulo Aido in “Destak” em 26 de Janeiro de 2006.

 E viva ao amor!!!

publicado por etoulixada às 15:32
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Continuando com o tema "Amor"

 

Ao dar uma olhadela no blog do meu coleginha Nuno, fiz um pequeno furto do que ele lá tinha sobre este mesmo tema, e aqui vai: o amor... amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta a lugares que nunca viste. O nome disso é avião. O amor é outra coisa. ______________________________________________________________ O amor não é uma coisa que podes esconder dentro de ti e não mostras a ninguém. Isso chama-se vibrador tailandês de três velocidades. O amor é outra coisa. _________________________________________________________ O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa. _____________________________________________________________ O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém. Isso chama-se sequestrador. O amor é outra coisa. _______________________________________________________________________ O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa a sua marca por onde passa. Isso chama-se merda de pombo... O amor é outra coisa. _______________________________________________________________________ O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso chama-se extraterrestre. O amor é outra coisa. _________________________________________________________________ O amor não é uma coisa que desapareceu e que, quando encontrado pode mudar o que vês. Isso chama-se comando de TV. O amor é outra coisa. _________________________________ O amor é simplesmente... o amor.

publicado por etoulixada às 21:02
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Amor

Olha "amiga"
Sabes que o SONHO, só se dá conta dele depois que se
acordar,
Depois que ele acabou...
E fica aquela vontade de sonhar mais um pouquinho.
Sabes também que existem pessoas que são um sonho
Um sonho pelo qual a gente dormiria a vida inteira
Mas o destino vem e nos acorda violentamente
E nos leva o sonho...
E que existem pessoas que são estrelas
Doces luzes que enfeitam
E iluminam as noites escuras
Mas vem o amanhecer e nos rouba
Com toda a sua claridade aquela estrela
E que existem pessoas que são flores
Que alegram o nosso caminho
Mas com o tempo as flores murcham
E nos enchem de saudade
De sua cor e seu perfume
E sabes também que existem pessoas que são simplesmente
amor
Um amor doce como mel de uma flor...
Que desabrochou duma flor
E que veio até nós num lindo sonho
Pois é, e ainda bem que são amor, porque flores, estrelas
ou sonhos,
Mais cedo ou mais tarde, terminam.....mas o amor....
O AMOR NÃO TERMINA NUNCA

mfsp - 01-06-2001

publicado por etoulixada às 20:52
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Memória

Oito horas e quinze minutos da manhã, saio do metro em Alvalade, apresso o paço para beber o meu galão antes de entrar ao serviço, dirijo-me ao café “Nova Lisboa”, na esquina lá está a senhora (destakadeira), com os jornais do “Destak” na mão, distribuindo-os a quem passa, estende-me um com um sorriso agradável, ao qual eu retribuo e vou pensando “que simpatia contagiante”. Entrei no café, e instintivamente, como um gesto rotineiro, procuro a página da crónica de Paulo Aido, mas pensando que a leitura da coluna do “instantes” tornou-se um hábito necessário, tal como uma rotina que se instalou e que não abdicamos dela. Uma coluna estreitinha com meia dúzia de palavras, mas com muito conteúdo que por vezes nos deixa a pensar nos “instantes” da vida:

“Esta frio. Felizmente não chove, mas as pessoas encolhem-se nos casacos. Na estação de Oeiras, uma pequena multidão aguarda o comboio. Só me importam dois homens. Reparo neles. «Ando esquecido, caramba, ainda ontem estava ao telefone com o meu neto e de repente esqueci-me do nome dele...» Eles continuaram a conversa. Também por causa do frio fecho os olhos e recordo o dia em que fui visitar a Rosa ao lar onde estava internada. Tem Alzeihmer. Estava sentada, mãos no colo e o olhar distante e vazio. Continua viva, mas já esqueceu o seu nome, com quem se casou, quais os seus filhos. Já perdeu todas as palavras. Às vezes, sorri. Apesar de nos olhar em frente, toda a gente compreende que a Rosa verdadeiramente não nos vê, já não está ali. Ninguém sabe em que dia ela morreu , pois ninguém sobrevive sem memória. Nem a Rosa de quem tanto gostamos.”

publicado por etoulixada às 20:41
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Hoje pode ser meu novo começo

"A lição que preciso aprender é apenas que meu controle é limitado pelo meu próprio comportamento e pelas minhas próprias atitudes. Hoje pode ser meu novo começo. 
 
A obsessão de controlar outras pessoas e o fracasso nas tentativas de controle, provavelmente bem consistentes, são alimentos para os ressentimentos que abrigamos. É humano querer controlar outras pessoas, tentar controlá-las a nosso favor. Todavia, o ressentimento que disso resulta passa a nos controlar e essa situação leva apenas à frustração, às vezes ao pânico e sempre à infelicidade.
Se estamos ressentidos com alguém ou com uma situação, não conseguimos reconhecer as oportunidades que se nos apresentam no dia de hoje. E, quando não atendemos o convite para um envolvimento significativo, nossa evolução pessoal é prejudicada.
Perdemos o poder quando o ressentimento nos engole. Nossa identidade se emaranha com o ressentimento. Somos incapazes de ações responsáveis. Felizmente, podemos recuperar o poder no instante em que decidimos nos libertar do ressentimento. " in http://www.minutodesabedoria.com.br/
publicado por etoulixada às 12:51
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O Livro

Olá amiga,

Fui á estante

 e num livro toquei.

por um instante pareceu-me frágil,

abandonado sem capa,

lhe peguei de um forma suave

como quem segura uma ave.

Para meu espanto

como que por encanto as suas folhas se abriram

Então, maravilhado fiquei,

os meus olhos se esbogalharam

com os assuntos que ele tratava

e o titulo procurei,

onde estava. e não encontrei.

Desfolhei-o com carinho

de mansinho devagarinho,

as minhas mãos passei por aquelas páginas

e como que por artes mágicas,

os seus segredos medos anseios ~

e gostosos desejos me tocaram,

e nele entrei.

Foram mil delícias

nobres carícias trocadas,

vividas amadas

que naquele livro vivi

embora já usado nunca tal vi.

Cheguei ao seu fim e as sensações

que deixaram em mim profundo me tocaram,

peguei nele com mais carinho olhei-o e,

num cantinho

 vi o que lá deixaram abandonado

 maltratado mas sempre belo.

Era o título.. XXXXXX - Uma MULHER

 

 mfsp - 12-06-2001

publicado por etoulixada às 08:57
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.Um blog só para mim, para quando me sentir em baixo, vir aqui "beber" algo que me alimente a alma, momentos retirados do "meu" baú das recordações...

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